segunda-feira, janeiro 07, 2019

O Vale

Olho através da janela.
Vejo as pessoas passando.
Seguindo sua vidas.
Vivendo cada dia.
Desejando sempre algo mais.
Não se importando com o outro.
Não se importando com resultado da sua escolha.
Dizendo para outra pessoa que a ama.
Dizendo elogios atrás de elogios.
Fazendo promessas de amor.
Prometendo nunca abandonar.
Olhando nos olhos enganando.
Querendo somente seguir.
Mesmo que tenha machucado.
Mesmo que tenha destruído.
Mesmo que passe por cima.
De um alguém.
Que um dia jurou amar.
Mas o que importa?
Já que ta tendo o que quer.
Enquanto isso a outra pessoa.
Esta esmagada, sufocada como se estive-se dilacerada.
Não importa o quando essa pessoa sofra.
Aquela que um dia disse que a amava, não vai voltar.
Mas sim seguirá a vida sem si importar com ela.
E nesse momento a pessoa se sente vazio.
Como um frasco de vidro cheio de um nada.
E isso corrói o corpo e a alma.
Fazendo pensamentos que não deveriam existir aparecer.
O som que ouve é apenas o silencio da solidão.
Ela tenta se distrair, faz o que pode para não lembrar.
Mas ela precisa apenas de um segundo para pensar.
Para se lembrar de todos os momentos que tiveram.
E o sentimento de solidão e tristeza não a deixa.
Fazendo destruir pouco a pouco sua alegria e sua sanidade.
Até que chega um momento, que a dor é insuportável.
E por mais que queira não some.
Nunca a deixa ir.
E no desespero de se livrar dessa dor que não a deixa.
Decide caminhar no vale da morte.
Onde o livra dessa dor.
Mas o livra de sorrir novamente também.
Enquanto isso o mundo continua.
O velório dela chega.
Apenas os familiares e bons amigos aparecem.
Mas aquela pessoa que dizia ama-la.
Esta entre amigos rindo.
E não se importando em saber dela.
Ela se foi não por ser fraca.
Mas por sonhar, por amar.
E hoje sua pessoa só lembranças nos familiares e nos amigos.
Mas aquele que dizia ama-la, em nenhum momento penso nela.
Mesmo após a sua morte.
Nunca se ouviu um choro.
Muito menos um Adeus.

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