segunda-feira, março 11, 2024
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sexta-feira, março 01, 2024
Rio
Sinto Muito
Já fazem dias que estou sem você.
É são tortuosos, que não me dão tréguas.
Achei que a cada dia melhoraria, mas engano meu.
Com passar dos dias a dor só tem aumentado.
A ausência me machuca como lâminas me cortassem.
Mas não com voracidade.
Mas sim como uma tortura pouco a pouco.
Me fazendo sofrer pouco a pouco, mais e mais.
Como se nunca fosse acabar.
Mas será que realmente vai?
Ou a morte será a libertação?
Queria desfazer tudo que aconteceu.
Para nenhum de nós sofrermos.
Queria realmente sorrir a cada dia.
Mas como pode as coisas saírem do eixo tão rápido.
E mesmo com as tentativas nada melhorar.
Parece que a cada tentava de fazer melhor, só piorava.
Parece que cada gesto romântico, era um insulto.
Parece que cada dia era o fim.
Parece que a dor era só o que existia.
Medo, desconfiança e sofrimento.
Como podemos isso, se tudo que queríamos era o melhor.
Não faz sentido as coisas tomar esse rumo.
Afinal saiu do percurso que queríamos.
Sem controle, sem querermos.
Queria corrigir tudo e fazer diferente.
Mas sei que nada apagará o passado.
E nada fará tudo sumir.
Mas saiba que sinto muito.
E espero que fique bem, onde estiver.
Espero que seja feliz.
Pois sei que não está mais em minhas mãos.
Sinto muito.
Ali
Vejo pela janela a chuva que se aproxima.
Sinto o devastar da sua força.
Tempos em tempos o desastre acontece.
E mesmo crescendo, não dá para evitar.
Por que muitas vezes não depende só de mim.
Vejo que a chuva é forte mas o seu frio ainda me faz sentir vivo.
Sinto cada gota que cai.
Sinto o poder dos fortes ventos.
Que me fazem sentir cada parte do meu corpo.
Não sei sinto uma calmaria, ou o fim.
Sentimentos distorcidos igual o borrão que as gotas deixam no vidro.
Quando tento ver é tudo borrado e sem sentido.
Vejo que quanto mais tento, menos vejo.
Mais me afundo nesse sentimento.
Que parece, me confortar.
Mas se quando paro para reparar na verdade está me engolindo.
Em um vazio inimaginável.
Sinto o vazio crescendo.
O tanto faz crescendo.
Onde na verdade não é que cresci.
Mas sim que fui consumido.
Consumido por um vazio.
Dominado pela tristeza e ódio.
Mas o que fazer?
Para onde ir?
Não vejo nada.
Não encontro um caminho.
Só posso sentir a tristeza a me consumir.
Um vazio.
Um nada.
O vazio é algo tão existente mas ao mesmo tempo invisível.
Que não importa para onde vou eu me afundo e desapareço mais e mais.
O Fim é logo ali.
Então será que vou chegar ali?